Quem engaja no programa de saúde é quem vai dar sinistro?
A literatura confirma um viés de seleção: quem mais precisa de cuidado tende a ser exatamente quem menos se engaja em programas de saúde corporativa.
Notas, casos reais e revisões de literatura por Lucas Melo, ortopedista e CEO da Straloo.
A literatura confirma um viés de seleção: quem mais precisa de cuidado tende a ser exatamente quem menos se engaja em programas de saúde corporativa.
A fiscalização da NR-1 a partir de 26 de maio deve seguir o rito da dupla visita previsto no art. 627 da CLT, com lógica pedagógica antes da punitiva.
Artroscopia autorizada de forma automática em artrose de joelho mostra o que falta nos planos de saúde: uma camada de governança clínica sobre a indicação.
A calculadora de FAP que usamos na Straloo tangibiliza o ROI de programas de saúde corporativa com dado quantificável, auditável e monitorável.
Novo guideline da ACOEM aponta preditores de cronificação, problemas de rotulagem diagnóstica e o peso dos fatores psicossociais na avaliação ocupacional.
Ativação da Straloo no Fórum Saúde RH 2026 mostrou que saúde virou pauta estratégica de verdade, impulsionada também pela chegada da fiscalização da NR-1.
Achado radiológico em coluna assintomática barra candidatos sem dizer nada sobre capacidade funcional; evidência da ACOEM e Cochrane reforça o caminho funcional.
Dados do SmartLab confirmam que o osteomuscular segue como maior ofensor de afastamento e precisa estar no centro do GRO com a mesma seriedade do psicossocial.
Ver pacientes que acompanhamos em crise de dor correndo no domingo, no próprio ritmo e sem queixa, é o que chamo de resultado de verdade.
O FAP da empresa é dado público acessível no gov.br, mas o número sozinho não diz muita coisa sem contexto sobre frequência, gravidade e custo dos afastamentos.
Estudo FIMAGE no JAMA Internal Medicine mostra alterações de manguito rotador em 98,7% dos exames e reforça que achado de imagem não é sinônimo de doença.
O que diferencia gestão de riscos osteomusculares de uma cobertura assistencial convencional — e por que essa distinção define a sustentabilidade da carteira.
A NR-1 não diz qual metodologia usar mas exige que ela seja documentada e rastreável, transformando descumprimento de NR em risco máximo automático no PGR.
Meta-análise no JOSPT mostra que o perfil psicológico da tendinopatia difere da lombalgia, e que cada condição precisa de matriz integrada própria.
Empresas que não exploram o FAP de forma estratégica deixam na mesa o que talvez seja a maior oportunidade de ROI dentro da própria estrutura tributária.
Ferramenta de ROI do Public Health England mostra retornos de £10 a £226 por libra investida quando o modelo STarT Back estratifica risco para dor lombar.
A metáfora da onça-pintada do Manual GRO/PGR ajuda a separar perigo de risco e ordenar a hierarquia de controles em eliminar, substituir e evitar.
Mapeamento da McKinsey mostra que problemas osteomusculares concentram 34,2% do gasto em saúde patrocinada por empregadores, mais que oncologia e cardiovascular juntos.
Dados do Ministério da Previdência mostram que o risco osteomuscular é o maior vetor de afastamento e ergonomia é parte estrutural do GRO, não apêndice.
A jornada do colaborador afastado segue sendo caixa preta, sem visibilidade administrativa nem acompanhamento clínico estruturado durante o período de afastamento.