Ortopedia não é uma especialidade qualquer para planos de saúde
O que diferencia gestão de riscos osteomusculares de uma cobertura assistencial convencional — e por que essa distinção define a sustentabilidade da carteira.
Lucas Melo
Ortopedista, MD-PhD — CEO e co-fundador da Straloo
A maioria dos planos de saúde ainda trata ortopedia como apenas mais uma especialidade.
Não é. É uma agenda de gestão de riscos.
Um programa de gestão de saúde osteomuscular não se confunde com uma cobertura assistencial convencional. A diferença está no operacional, não no contrato.
O que diferencia?
Entrada antes do agravamento, não só no caso cirúrgico
Rastreabilidade clínica, não só autorização de procedimento
Cuidado coordenado, não encaminhamento solto na rede
Desfechos mensuráveis, não só satisfação do beneficiário
O grupo que valida se um programa desses está entregando resultado real é o beneficiário. É ele quem mede.
Há temas que um programa de gestão MSK precisa enfrentar diretamente. Um deles me chama a atenção há anos: quedas e fraturas no idoso. Uma epidemia negligenciada, prevenível, com custo humano e econômico absurdo. (Vou falar disso em detalhes em outro post.)
Novos modelos de cuidado focados em valor não são só tendência. São necessidade.